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O
HORMÔNIO DO CRESCIMENTO E O ENVELHECIMENTO
O envelhecimento normal é acompanhado por
vários efeitos catabólicos, incluindo-se uma diminuição da massa
magra, aumento da massa de gordura e diminuição da densidade óssea.
Associado a estas mudanças fisiológicas há um quadro clínico freqüentemente
chamado somatopause: fragilidade, atrofia muscular, obesidade relativa,
aumento de freqüência de fraturas e de sono desordenado. Estes
sinais clínicos de envelhecimento são, sem dúvida, a manifestação
de um conjunto muito complexo de mudanças que envolvem, pelo menos
em parte, a redução de Secreção do Hormônio de Crescimento.
Naturalmente isto despertou um considerável interesse em administrar
o Hormônio de Crescimento - GH suplementar como um "tratamento"
para o envelhecimento humano e a disponibilidade do Hormônio de
Crescimento humano recombinado tornou tais estudos possíveis.
A taxa de secreção do Hormônio de Crescimento
pela pituitária anterior é mais alta em torno da puberdade, declinando
progressivamente depois disso. Esta redução da secreção do Hormônio
de Crescimento, relacionada à idade, envolve várias mudanças na
secreção do GH, que incluem a diminuição do nível de soro de insulina
como Fator de Crescimento 1 (IGF-1) e redução da secreção do hormônio
de crescimento liberado pelo hipotálamo. A causa da diminuição
normal, relacionada à idade, da secreção de Hormônio de Crescimento
não está bem clara, mas pensa-se que resulte, em parte, do aumento
da secreção de somatostatina, o hormônio de Inibição do Crescimento.
Tais indivíduos com deficiência do Hormônio
de Crescimento na fase adulta, devido à enfermidade da glândula
pituitária, em geral provocada por um tumor ou pelos esforços
terapêuticos para tratamento do mesmo, normalmente têm maior risco
de morte por doença cardiovascular e, relacionados a controles
de idades combinadas, mostram aumento da massa de gordura, redução
da massa muscular e de força, densidade óssea mais baixa e concentrações
soro-lipídicas mais altas. Adicionalmente, eles sofrem de vigor
reduzido, disfunção sexual e problemas emocionais.
Durante séculos, as pessoas estiveram
à procura da legendária fonte da juventude. Elas buscaram tratamentos
para prevenir ou anular os efeitos do envelhecimento. Em 1990,
um relatório de Rudman e colegas gerou considerável excitação.
Eles descreveram efeitos maravilhosos do tratamento com Hormônio
de Crescimento injetável em um pequeno grupo de anciãos. Estes
voluntários, cuja idade variava de 61 a 81 anos, mostraram aumento
de massa magra e óssea, diminuição da massa de gordura e, talvez
o mais impressionante, restauração da espessura da pele para aquela
típica dos 50 anos de idade. O estudo acima citado, e vários outros,
têm proporcionado um entendimento inicial dos benefícios, limitações
e riscos do uso contínuo (6 a 12 meses) de suplementos do Hormônio
de Crescimento por homens e mulheres idosos. Um achado consistente
destas investigações foi a alta incidência de efeitos colaterais
adversos - edema, retenção de líquidos e síndrome de túnel carpal
- que implicou em redução das doses do Hormônio de Crescimento.
A redução das dosagens, na maioria dos casos, eliminou estes efeitos
colaterais. O tratamento com Hormônio de Crescimento induziu,
consistentemente, o aumento de soro IGF-1, a diminuição da massa
de gordura e o aumento da musculatura magra.
Referências:
Marcus R and959 Hoffman AR: Growth
hormone as therapy for older men and
women. Annu Rev Pharmacol Toxicol 38:45-61, 1998.
Rudman D, Feller AG, Nagraj HS, et al.:
Effects of human growth hormone in men
over 60 years old. New Eng J Med 323:1-6, 1990.
Taaffe DR, Pruitt L, Reim J, et al.:
Effects of recombinant human growth hormone
on the muscle strength response to resistance exercise in elderly
men. J Clin
Endocrinol Metab 79:1361-1366, 1994.
IGF1 para somatopause:
fragilidade, atrofia, muscular, obesidade
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